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Cafeicultura brasileira gera conservação ambiental

Brasil tem uma das melhores produtividades do mundo e pode duplicar a sua produção sem desmatar, conclui o estudo Visão ESG: A Sustentabilidade na Cadeia do Café

No Brasil, a produção de café é intrinsecamente sustentável e tem grande potencial de expansão aliada à conservação ambiental. Essa é uma das conclusões do estudo “A Sustentabilidade na Cadeia do Café”, primeira publicação do Visão ESG, unidade de inteligência de mercado do agroRESET.

O relatório é baseado em 21 entrevistas em profundidade com stakeholders do setor, desde pequenos a grandes produtores, cooperativas, associações e organizações de apoio e assistência técnica. Contém informações e insights valiosos para compreender como a cafeicultura é fundamental para o agro ESG.

Para saber mais, clique aqui e baixe o relatório gratuitamente.

Café brasileiro alia produtividade e conservação da mata nativa

Além de ser o maior produtor mundial de café, o Brasil tem uma das melhores produtividades por hectare do mundo dessa commodity. Assim produzindo mais em menos espaço. Dessa forma, a sustentabilidade tem um longo histórico no setor, principalmente no segmento dos cafés especiais.

Por si só, essa produtividade é um importante indicador de sustentabilidade. Mas há outros, como a conservação das matas nativas.

Por exemplo, em Minas Gerais 34% da área dedicada ao café é formada por reservas legais (Fonte: Embrapa Agroterritorial 2019). Percentual este superior ao que é exigido pela legislação ambiental, que determina a conservação de 20% da propriedade rural.

Há ainda o potencial de expandir a produção sem abrir novas áreas.

Atualmente, plantações de café no Brasil ocupam uma área de 1,8 milhão de hectares. A título de comparação, isso é três vezes mais do que o segundo produtor mundial, o Vietnã, com 688 mil hectares.

E é possível aumentar muito essa área mantendo os biomas intactos. Segundo Silas Brasileiro, Presidente do Conselho Nacional do Café, em entrevista para o agroRESET: 

“Temos condição de duplicar a produtividade sem desmatar.”

Sustentabilidade da cafeicultura pode melhorar a imagem do Brasil no cenário internacional

O cenário da cafeicultura brasileira é positivo no que diz respeito à sustentabilidade, como se mostrou acima. Contudo, outra conclusão do estudo Visão ESG é a de que o Brasil aproveita pouco esse cenário para melhorar a sua imagem no mercado global.

Há, portanto, oportunidades para divulgar esses dados e esclarecer ruídos de comunicação e crenças ainda fortes na percepção internacional de que o país desmata para produzir.

Segundo Juliano Tarabal, Presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado:

“No ambiente internacional, o Brasil precisa se promover melhor, construir uma imagem buscando evidenciar as características de cada região. O café brasileiro não é todo igual. Temos diferentes tipos de terroir, de processos de produção que se refletem em diferentes características sensoriais e uma gama de ofertas bastante ampla. Uma estratégia plausível para o setor é que o Brasil possa ter seu café reconhecido como um grande ‘guarda-chuva’ formado por inúmeras regiões, com indicação geográfica e marca, estruturando a partir desta base uma estratégia de branding do café brasileiro, que evidencie sua diversidade.”

A crença de que o Brasil precisa desmatar para produzir café também está ligada ao fato de que no Brasil o café é plantado ao sol e em larga escala. Ao contrário do que acontece, por exemplo, em países da América Central, que produzem em meio à floresta, porém com produtividade muito menor. 

Por outro lado, a qualidade do café brasileiro é bastante reconhecida internacionalmente. Especialmente no segmento de cafés especiais. E isso ajuda a gerar reconhecimento da sustentabilidade da cafeicultura brasileira também.

Um exemplo é o trabalho da Rainforest Alliance, importante organização do terceiro setor que certifica produtos agrícolas produzidos sustentavelmente. Atualmente, há várias marcas brasileiras de café certificadas pela organização.

“A Rainforest Alliance no início só aceitava café sombreado, então era restrito a alguns países. Mas o Brasil, como maior player do mercado, fez com que essa questão fosse trabalhada por aqui também”, diz o professor Sérgio Pereira, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas.

Quer conhecer mais o cenário das práticas ESG na indústria cafeeira do Brasil e entender as oportunidades para o desenvolvimento sustentável no setor? Baixe já o estudo “A Sustentabilidade na Cadeia do Café”.

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